Quando chove
o barraco desce o morro
desce o fino colchão para seis
desce a porta de madeirite
desce o chão que é lama
desce a janela que não existe
e os filhos que mais ama
Quando chove
o barraco desce o morro
levando outros barracos,
outras portas e janelas
outras vidas
outras velas
outros sonhos
morrem nelas.
Cléo Dais
Um comentário:
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E aí vem tuas palavras
e elucidam
o que mundo esconde
ele carrega
desmonora e mata
e esconde
aí vem você
eu, ela, nós
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