31.7.11

apoio à greve legítima empreendida pelos trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior

Os estudantes reunidos no VI Congresso da Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia, mediante decisão unânime de sua Assembleia Geral, declaram o apoio à greve legítima empreendida pelos trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior.
A greve dos funcionários das universidades caminha para o segundo mês e tende a se fortalecer com a adesão do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), a partir de 1° de agosto. Além da possibilidade de adesão da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior – Sindicato Nacional (ANDES-SN), mostrando a combativa da mobilização dos trabalhadores em educação na luta contra o corte de verbas, contra o Projeto de Lei Complementar 549/2009 (que propõe congelar os salários dos trabalhadores por dez anos e impedir concursos).
Os trabalhadores têm demonstrado uma postura indignada com os abusos. Enquanto o governo utiliza recursos bilionários para obras da Copa e Olimpíadas, superfaturadas pelas empreiteiras, gastando 45% do orçamento para pagar dívidas com banqueiros, e empresta bilhões de reais, através do BNDES, para o megaempresário Abílio Diniz. Dessa forma, desrespeita os trabalhadores com o discurso de que não é possível nem mesmo um reajuste salarial e aprova um vergonhoso aumento do salário mínimo. A situação atingiu um nível tão crítico, que a presidenta Dilma, outrora apoiada pelo campo majoritário da direção da FASUBRA, protocolou ação na justiça contra a Federação e mais 32 sindicatos de base requerendo ilegalidade da greve, com multa no valor de cem mil reais por dia, ou seja, o governo Dilma acaba de entrar nos anais da FASUBRA por haver protagonizado a primeira ação judicial contra a organização que representa todos os técnico-administrativos das IFES.
Na contramão da traição de centrais como a CUT e CTB, os trabalhadores continuam fortalecendo a mobilização pela base, derrotando diversas diretorias que indicaram o fim da greve, como na UFRJ, UNB, UFC e UFMG. De fato, como o Comando Nacional de Greve da FASUBRA afirma, se as lutas não frearem este governo, em breve será votado o congelamento (PL.549/2009), os critérios de demissão (PL 248/98), a privatização da saúde (PL 1749/2011) e os fundos de pensão (PL 1992/2007).
Destarte, a posição dos estudantes traz um imediato sentimento de solidariedade com a classe trabalhadora ficando clara a necessidade de somarmos forças nessa luta que é de todos: a valorização dos trabalhadores em educação; a ampliação do ensino público e gratuito contra medidas privatistas como o PROUNI e o PRONATEC; a garantia do direito à greve e suspensão imediata das medidas de ajuste fiscal que lesam os trabalhadores e estudantes.
Belo Horizonte/MG, 22 de julho de 2011.
ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES DE FILOSOFIA

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